Saúde e cultura comunitária: um espaço para pensar em práticas de cuidado coletivas e solidárias

O conversatório “Saúde e cultura comunitária”, que se realizará nesta terça-feira, 29 de setembro, abordará as ações e experiências comunitárias que favorecem a promoção da saúde, em suas três dimensões: física, mental e social, assim como práticas de cuidado coletivas e solidárias em favor da identidade cultural, da construção da memória coletiva e da recuperação de saberes ancestrais.

O encontro se dividirá em dois painéis, às 14h e às 17h (considerando o horário da Argentina), com transmissão ao vivo pela página de Facebook de IberCultura Viva e do canal do programa no YouTube. As pessoas convidadas são provenientes de oito países, com perfis variados que incluem desde médicos e psicólogos até integrantes de coletivos e Pontos de Cultura, uma parteira tradicional, uma presidenta de associação indígena, e uma representante da junta de uma paróquia rural especializada em medicina ancestral.

 

Quem participa

PAINEL 1 -Terça-feira, 29 de setembro 

14h (ARG-BRA-URY-CHL), 12h (COL-ECU-MEX-PER), 11h (CRI-SLV), 19h (ESP)

 

Matías Gallastegui – Asociación Civil El Hormiguero/ Escuela Popular de Salud Comunitaria (Argentina) 

Médico especializado em Medicina Geral. Militante de El Hormiguero. Coordenador da Escola Popular de Saúde Comunitária. Diretor geral de Redes de Saúde no município de Quilmes. Ajudante de Saúde Pública na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires (UBA).

 

Noelia Assales – Ponto de Cultura Semilla del Sur (Argentina)

Realizadora audiovisual. Integrante da Associação Civil Semilla del Sur, uma organização que acumula 15 anos de construção coletiva no Valle de Calamuchita, Córdoba, Argentina. Seu trabalho tem como eixos a soberania alimentar, a economia social, a comunicação comunitária, a cultura e o meio ambiente, entre outros.

 

 

Carolina Herrera Rojas (Chile) 

Gestora cultural e pesquisadora do patrimônio imaterial e de bailes chinos. É diplomada em Desenvolvimento Territorial com Identidade Cultural (Pontificia Universidad Católica del Perú) e em Gestão Estratégica Regional (Universidad Central de Chile). É presidenta da Associação Indígena Cultural ELKE, Arte, Cultura y Educación. Ministra oficinas, bate-papos e relatorias que contribuem para a recuperação do patrimônio alimentar indígena e da comida mestiça da região de Coquimbo, Chile. Fortalece a revitalização da medicina ancestral e a ritualidade indígena diaguita através do desenvolvimento de práticas herdadas. É descendente do povo diaguita. 

Andrea Ruiz Hidalgo – Coletivo Vamos a Sembrar (Costa Rica) / Processo: Las niñas del Bosque Nuboso: Laboratorio de Exploración Artística en Monteverde 

Profissional da psicologia e das belas artes, ceramista e agroecóloga. Tem trabalhado em projetos sociais e comunitários utilizando a arte como uma ferramenta de transformação social. Atualmente faz parte de Vamos a Sembrar, organização da sociedade civil dedicada à gestão cultural comunitária, promovendo espaços para o bem viver, abordando temáticas referentes a agroecologia, permacultura, arte, meios expressivos e desenvolvimento humano de maneira integral.

 

Facebook: https://www.facebook.com/VamosASembrarcr/

Instagram: https://www.instagram.com/vamosasembrar_cr/

 

Sora

Evalinda Barrón Velázquez (México) 

Médica formada pela Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), com especialidade em psiquiatria, e mestre em Ciências Médicas (UNAM) e em Administração Pública (Universidad del Valle de México). Trabalhou no Conselho da Judicatura Federal como médica especialista, e é colaboradora da Organização Nacional de Transtorno Bipolar e Depressão em Atenção Psiquiátrica. Atualmente se desempenha como diretora de Vinculação na Comissão Nacional contra as Adições e como coordenadora técnica da Estratégia Nacional para a Prevenção de Adições.

 

 

Tania Quevedo (Equador) 

Trabalha como técnica na Direção de Política Pública da Subsecretaria de Empreendimentos, Artes e Inovação do Ministério de Cultura e Patrimônio do Equador. Seus temas de trabalho são a cultura viva comunitária, a diversidade cultural e as políticas públicas transversais. Vinculada à dança e ao teatro, participa em agrupações artísticas e comunitárias de artes vivas e música popular. Se formou em Gestão da Arte e da Cultura e organizações culturais territoriais na Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF) e na Universidade Nacional de San Martín (UNSAM), na Argentina. 

 

 

PAINEL 2 – Terça-feira 29 de setembro, 17h (hora de Brasília)

 

Liceth Quiñones – Asociación de Parteras del Pacífico (Colômbia) 

Parteira tradicional. Diretora da Associação de Parteiras Unidas do Pacífico (Asoparupa). Membro coordenador da Rede Nacional de Parteria Tradicional. Representante ante o Conselho Nacional de Patrimônio e a Aliança Latino-americana de Parteiras. Nomeada recentemente como representante de Patrimônio Cultural do distrito de Buenaventura. Leva uma longa trajetória de trabalho comunitário com foco na reivindicação da parteria como medicina ancestral, direitos da mulher, direitos étnicos, territoriais, proteção do Viche, direitos sexuais e reprodutivos e nutrição infantil desde a vida no útero. 

 

Site: https://www.asoparupa.org.co

Facebook: https://www.facebook.com/asoparupa/

Instagram: https://www.instagram.com/asoparupa/

Twitter: https://twitter.com/asoparupa

 

Ezequiel Varela – (Argentina) 

Militante de La Cámpora. Estudante da Licenciatura em Gestão Cultural da Universidade Nacional de Avellaneda. Foi presidente do Centro de Estudantes de Humanidades e Artes da UNDAV. É diretor geral de Políticas Socioculturais da Secretaria de Educação, Culturas e Esportes da Municipalidade de Quilmes.

 

 

Elides Rivera Navas – Mujeres Mano de Tigre (Costa Rica) / Processo: Puntos de Cultura de Orcuo 

Gestora comunal e cultural. Ativista dos direitos humanos e ambientais do povo indígena. Defensora dos direitos das mulheres. Diretora de Mano de Tigre Orcuo Dbön, uma organização de mulheres formada por membros da tribo indígena Teribe, dedicada a preservar sua cultura tradicional dentro da comunidade.

 

 

Rosa Ayala (Equador) 

Vocal da junta da paróquia rural de Chugchilan, um povoado que se encontra no cantão Sigchos, provincia de Cotopaxi. Especializa-se em medicina ancestral. 

 

 

 

 

Lucía Freyre Camborda – Coletivo Descosidos (Peru) 

Formada em Psicologia com menção em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP). Integrante há cinco anos do Coletivo Descosidos, uma organização comunitária que busca contribuir para a desmistificação da doença mental a partir da realização de projetos interdisciplinares em hospitais psiquiátricos. Atualmente trabalha como assistente de docência na PUCP e faz parte de grupos de pesquisa dentro da universidade.

 

Facebook: https://www.facebook.com/colectivodescosidoscomunicacionysaludmental/

Instagram: https://www.instagram.com/colectivo_descosidos/

 

Robert Urgoite – Colectivo Tierra Negra, Cultura y Salud Comunitaria (Uruguai) 

Ser que se vincula e produz coletivamente como psicólogo, pesquisador de territorialidades, gestor cultural feito na frágua que configuram desejos, burocracia e territorialidades culturais. Burocrata, padeiro, remador recreativo, cozinheiro canábico, pai, filho, callejero errante, boxeador amador, pescador, percussionista, grande anfitrião, afro-umbandista, candombero, não tão alcoólico na luta pelo desejo de habitar a vida. Em permanente desenho.

 

Eduardo Reyes (Costa Rica) 

Antropólogo, gestor cultural e ultramaratonista de montanha. Trabalha há mais de 11 anos no Ministério de Cultura e Juventude de Costa Rica, onde atualmente é o encarregado do programa Pontos de Cultura, que se gestiona desde a Direção de Cultura. Apaixonado pelos processos vinculados à formulação de projetos culturais e que permitem às organizações e seus membros ter ferramentas de trabalho a curto e médio prazo, além de um louco entusiasta que busca correr pelo mundo levando a mente e o físico ao limite.

 

 

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